Livros?faz tempo que não os leio.
Decidi escrever minha própria vida e não viver a dos outros.
Sempre faço tudo errado. E daí?
Errar é vagar; é caminhar.
Mesmo que digam que foi empolgação de um surto psicótico.
Se minhas atitudes te assustam, fazer o quê? Elas são eu!
E mesmo que eu ache que tudo deu errado. E daí?
Se não tentar me levantar das rasteiras que tomo quem me levantará?
Preparado pra cair ninguém nunca está. Mas se eu não arriscar nunca saberei se vou chegar.
Fazer o quê se está difícil?
Quem pode me dizer se a culpa é minha?
Porque haja o que houver eu volto para lá todos os dias sabendo que ali há um pedaço do nosso sonho.
Não me preocupo com os planos que falharam. Sempre haverá laranjas no pé.
E se eu não amar você também em dias cinzentos como amo nos claros, seria apenas ilusão.
Se isso vai passar ou não, e daí?
Eu já não sei se faço, se falo...
Tento apenas viver.
Esse texto é uma réplica a uma carta que recebi de uma pessoa muito importante para mim. Ela parecia em desespero e quase desistindo dos sonhos. Repliquei cada linha, espero que ela tenha seguido em frente de qualquer forma.
Não guardei sua carta porque me recusei à aceita-la como verídica. Mas hoje para se compreender melhor esse texto ela é imprescindível.



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